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terça-feira, 2 de agosto de 2011

II Fórum Municipal
de
Religiosidade Afro-brasileira
MR-Afro e PCdoB-Rio


2ª feira, dia 08 de Agosto,
às 19 horas
local
Templo Espiritualista São Francisco de Assis
endereço
Rua Nossa Senhora das Graças, nº 915
Ramos, Rio de Janeiro - RJ

Pauta:
> Políticas Públicas Reparadoras <
Propostas das Religiões de Matrizes Africanas
______________________

Informações: 21-2242-9865 / 21-7863-8487

Irmãos de fé,

Contamos
mais uma vez com a presença de todos para juntos e unidos apresentarmos carta compromisso de políticas reparadoras aos órgãos competentes. Só unidos venceremos.
Presença confirmada CEPPIR
Fórum Municipal da Religiosidade Afro-Brasileira do PCdoB RIO

O Fórum buscará agregar lideranças religiosas de todo o Rio de Janeiro e organizações nacionais que lidam com o tema para a discussão de grandes agendas.
O passo agora é consolidar este Fórum como um espaço da religiosidade do seguimento, construído conjuntamente com pessoas que são referência de luta do preconceito e da discriminação na esfera religiosa.
A idéia é que este Fórum se constitua e seja responsável por discutir e definir posições diante das necessidades urgentes da implantação de Ações Afirmativas que se evidenciam nas Garantias, no Cumprimento de Leis existentes, bem como na ampliação destas, além de estabelecer Políticas Públicas de qualidade para a população das comunidades de terreiro.



domingo, 10 de julho de 2011

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Fórum de Religiosidade Afro Brasileira

Fórum Municipal da Religiosidade Afro-Brasileira do PCdoB RIO


Em 29 de junho foi realizado o 1º Fórum Municipal da Religiosidade Afro-Brasileira do PCdoB – cidade do Rio de Janeiro.

Considerando os princípios do Partido e a especificidade deste 1º Fórum, os/as religiosos que atuaram na organização decidiram instalar o Fórum na própria sede do Comitê Municipal do Partido (Praça Tiradentes 10/29º andar - Centro –RJ), cujo espaço se tornou pequeno para abrigar representantes das Casas de Culto, filhos e filhas da religiosidade, cidadãs e cidadãos da etnia Cigana, além de reconhecidos representantes do movimento negro do Rio de Janeiro.

Para interação dos/as participantes e apresentação dos princípios que motivaram a realização deste Fórum, a mesa foi anunciada e composta por Giancarlo Gonçalves, Presidente da ASPUC*; pelo Presidente do Comitê Municipal da Capital Rio, Romário Galvão Maia; pelo Vice-Presidente do Comitê Municipal da Capital Rio, Marcos Oliveira (Marcão); pela Presidente da Comissão Estadual, Ana Maria Santos Rocha; por representantes da UNEGRO*, pelo dirigente do Municipal Roberto Fernandes; pelo representante da Umbanda, Armando Villa; pela representante do Candomblé, Regina Célia; representante do Catimbó, Daniela Teixeira; representante da IRMAFRO*, Renato Ferreira; representante da etnia Cigana, Mirian Stanesco (que atualmente é conselheira da SEPPIR*); representante de Memorial Lélia Gonzalez, Ana Maria Felippe.

As falas que se seguiram, pela ordem, deram as boas vindas aos representantes das religiões afro-brasileiras, bem como da etnia cigana, identificando a importância da iniciativa para os propósitos socialistas do PCdoB que não pode deixar de incluir conhecimentos e culturas que são fundamentos na constituição da brasilidade. Representantes das nações religiosas e da etnia cigana falaram sobre a importância e o significado de cada uma e deram realce ao fato de um partido de base popular se voltar, na cidade do Rio de Janeiro, para essas manifestações que, muito ao contrário das ideologias racistas excludentes, se constituem como realidades litúrgicas de fé e manifestação do Sagrado que acontecem nas Casas de Culto - ou no seio de um grupo - em prol da grandeza espiritual, da solidariedade, da caridade; para o equilíbrio e o crescimento de todas as criaturas.

Destaque das falas dos representantes do PCdoB, das religiões afro-brasileiras e da etnia cigana foi a necessidade de conhecimento mútuo dos princípios e valores que norteiam cada segmento: político, religioso e étnico.

Conforme o entendimento dos/as participantes, o Fórum está consolidado, a partir de agora, como um espaço da religiosidade do seguimento religioso afro-brasileiro e da etnia que, com o trabalho e a seriedade característicos dos participantes e da realidade do tema, tem plena condição de impulsionar o movimento para a efetivação desse diálogo, inclusive ampliando a abrangência das Casas e etnias.

A partir desse 1º Fórum, o grupo atuará no que foi denominado de “Movimento de Religiosidade Afro-brasileira” (MR-Afro do PCdoB Rio) e estará imbuído da responsabilidade de discutir e definir posições diante das necessidades urgentes da implantação de Ações Afirmativas que se evidenciam nas Garantias, no Cumprimento de Leis existentes (e em sua ampliação), para o estabelecimento de Políticas Públicas para a população das Comunidades de Terreiro e etnias.

A abertura do evento contou com o toque dos três atabaques "rum", "rumpi" e "le" que, sob a regência de Ogan Cotoquinho, entoaram os ritmos ”adabi”, “adarrum”, “aguere”, “alujá”. Beatriz Nascimento (Princesa da Voz da Umbanda) entoou o Hino da Umbanda e a cantiga “Ilê é pra quem tem Fé” (de Mãe Eulina de Iansã), no que foi acompanhada pelos/as participantes. Ao final, um toque para Oxalá, com “Onisa urê”, com desejos de entendimento, propostas concretas e vitória nos encaminhamentos para a dignificação de todos e todas envolvidos no trabalho, mas sobretudo para a população brasileira que faz a grandiosidade deste País.

Dentre os/as mais de 180 participantes, o evento contou com Yalorixás, Babalorixás, Zeladores e Zeladoras respeitados/as e reconhecidos/as na cidade do Rio de Janeiro e entorno, a quem muito agradecemos a presença e a disposição para o trabalho conjunto, marca de nossa atuação “da porteira para dentro” e que precisa ser reconhecida “da porteira para fora”.


* ASPUC - Associação de Proteção aos Umbandistas e Candomblecistas
* UNEGRO - União de Negros e Negras Pela Igualdade
* IRMAFRO - Irmandade Religiosa de Cultura Afro-brasileira
* SEPPIR - Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial

Informe da Ascom MR-Afro
em 04 de junho de 2011

terça-feira, 7 de junho de 2011

Mais um passo importante

Delegados do Rio participam de curso para aprender a lidar com crimes de intolerância religiosa

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Delegados de Polícia Civil de todo o estado do Rio de Janeiro participaram, no dia 31 de maio, de um seminário de capacitação, com o objetivo de ensiná-los a lidar com a intolerância religiosa. O curso foi uma ideia da própria Polícia Civil e da organização não governamental Comissão de Combate à Intolerância Religiosa do Rio.


Segundo a chefe da Polícia Civil, delegada Martha Rocha, a instituição já conta com um núcleo de combate à intolerância religiosa, mas o objetivo do seminário é conscientizar todos os delegados fluminenses sobre a importância de se aplicar a Lei 7.716 de 1989 (Lei Caó), que prevê pena de até três anos de prisão para aqueles que cometam crimes contra a religião de outras pessoas.

“A verdade é que hoje estamos estendendo a toda a Polícia Civil, de todo o estado, essa qualificação, para que em todos os lugares do Rio um policial civil seja capaz de identificar um fato que tenha o viés da intolerância religiosa”, disse Martha Rocha.

Segundo Ivanir dos Santos, representante da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, os crimes contra a religião têm aumentado nos últimos anos no Brasil e também, especificamente, no Rio de Janeiro.

Muitos delegados ainda não sabem como lidar com esse crime. Muitos o minimizam. Alguns, por sua própria convicção religiosa, acabam não aceitando o crime. Mas o Estado é laico e a polícia é a mantenedora do Estado Democrático de Direito. A polícia pode contribuir para que esse tipo de atitude não crie um desequilíbrio na sociedade”, disse Ivanir dos Santos.

Os policiais assistiram a vídeos e palestras e receberam uma cartilha que ensina como os delegados devem lidar com a intolerância religiosa.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Morre Abdias do Nascimento

Faleceu nesta manhã de terça, 24, no Rio de Janeiro, o escritor Abdias do Nascimento. Poeta, político, artista plástico, jornalista, ator e diretor teatral, Abdias foi um corajoso ativista na denúncia do racismo e na defesa da cidadania dos descendentes da África espalhados pelo mundo. O Brasil e a Diáspora perdem hoje um dos seus maiores líderes. A família ainda não sabe informar quando será o enterro.

Aos 97 anos, o paulista de Franca, passava por complicações que o levaram ao internamento no último mês. Deixa a esposa Elisa Larkin, o filho e uma legião de seguidores, inspirados na sua trajetória de coragem e dedicação aos direitos humanos.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

A lei nos garante sim liberdade religiosa, mas daí até o fato de usufruirmos dela, só depende de nós.

Ainda hoje, apesar de existirem leis que reprimam o preconceito e a intolerância religiosa, nosso povo ainda enfrenta grande preconceito por parte da sociedade em geral.

Ter liberdade religiosa é ser respeitado como cidadão independentemente de sua religião, pois o Brasil constitucionalmente é um país laico, e se é laico para uns, deve ser para todos.

Como podemos dizer que temos liberdade religiosa se, em muitos casos, nossos irmãos não podem sequer revelar sua identidade religiosa. Como podemos dizer que temos liberdade religiosa se ainda sofremos na pele esse preconceito.

Seja em uma entrevista de emprego, no pedido de um lugar público para a realização de um evento religioso, na cobertura que a mídia dá as ações tão positivas que o seguimento promove, enfim, podemos até irmos aos nossos Templos e fazermos nosso trabalho lá. Mas que seja lá. Essa é a liberdade religiosa que nos é dada na maioria das vezes.

O pior é que grande parte da responsabilidade por esse quadro que vivemos hoje, é nossa. Infelizmente essa é uma realidade. Não adianta colocarmos a culpa só na sociedade, na imprensa e em outros, nós temos grande responsabilidade por isso. Mas agora é hora de trabalharmos para mudarmos esse quadro, e uma das maneiras mais eficazes de mudarmos isso é nos expondo para a sociedade.

Vamos nos organizar, sair as ruas em passeata, carreata, realizarmos eventos em locais públicos, exigir atenção da imprensa, responder SOU UMBANDISTA ou CANDOMBLECISTA quando questionado.....enfim, rompamos as paredes de nossos templos e vamos para a sociedade. Á partir do momento que nos expomos automaticamente já nos impomos.

A Religião Mostra a Sua Cara.

É nessa diretriz que trabalharemos.
Mas qual é a cara?
É a sua, a minha, a de todos nós povo de santo.

Mostre a sua cara.

Lute por essa causa.